A 24 de Março de 2012
cumprem-se cinquenta anos
sobre a proibição do Dia do Estudante,
que deu origem à crise académica de 1962.
Um programa formalmente inócuo, que incluía um colóquio, um festival desportivo, um sarau cultural e um jantar de confraternização na Cantina Velha, foi impedido de se realizar com o recurso à presença de forças policiais na Cidade Universitária.
O Governo pretendia evitar o que se passara quinze dias antes em Coimbra, quando os estudantes concretizaram o seu I Encontro Nacional, apesar deste ter sido proibido.
A reacção estudantil atingiu uma dimensão inédita na universidade portuguesa e teve consequências irreversíveis para o posicionamento político do movimento associativo.
A 26 de Março, a Reunião Inter-Associações (RIA) decretou o Luto Académico, com greve às aulas, que alastrou de imediato à Universidade de Coimbra. Em Abril, o Reitor da Universidade de Lisboa, Marcello Caetano apresentou a sua demissão do cargo. A luta nas três universidades do país prolongou-se por vários meses. O regime respondeu com expulsões e suspensões, que se repetiram em 1964 e 1965, atingindo centenas de alunos.
Desde 1974, que o Dia do Estudante foi fixado a 24 de Março e tem sido objecto de comemorações regulares. Em 2011, no decurso do programa das 100 Lições, o Dia do Estudante foi evocado na palestra desse dia, proferida por um antigo dirigente estudantil, José Medeiros Ferreira.
A Universidade de Lisboa pretende que a evocação dos 50 Anos do Dia do Estudante de 1962 tome a forma de uma de homenagem ao movimento estudantil e de evocação da autonomia e liberdade universitárias, associando-se e apoiando o grupo que tem vindo a realizar encontros anuais para preparar um programa para as comemorações, a 24 de Março de 2012.
A página das Comemoração do cinquentenário da crise académica de 1962 encontra-se em:







